sexta-feira, 14 de julho de 2017

FISIOTERAPIA NA CISTITE INTERSTICIAL

Fisioterapia na cistite intersticial            Physical therapy on interstitial cystitis


Resumo: Cistite intersticial (CI) é uma síndrome de etiologia desconhecida, multifatorial, que provoca sintomas no trato urinário inferior como aumento na frequência urinária, urgência miccional, noctúria, acompanhada de dor vesical que frequentemente é aliviada após a micção. A prevalência é maior nas mulheres, que podem apresentar dor em região suprapúbica, perineal, vaginal e, não raramente, dispareunia. A conduta terapêutica é difícil, pela baixa eficácia nos tratamentos oferecidos e pelo alto impacto da doença na qualidade de vida dos pacientes. A fisioterapia surge como um tratamento promissor e de papel fundamental na melhora sintomatológica e redução da disfunção do assoalho pélvico, que comumente acometem os portadores desta dessa síndrome. Apesar da escassez de trabalhos científicos, principalmente no Brasil, utilizando apenas técnicas fisioterapêuticas, esta revisão discutiu o papel da fisioterapia na CI, enfatizando a terapia manual para o assoalho pélvico (massagem de Thiele) e a terapia comportamental como técnicas mais empregadas para alívio dos sintomas e melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

 Abstract Interstitial cystitis (IC) is a mulfactorial syndrome with unknown etiology, which causes symptoms on the lower urinary tract characterized by urinary frequency, urgency, nocturia and bladder pain that diminishes with bladder emptying. The prevalence is significantly higher in women who may have suprapubic, vaginal, perineal pains and dyspareunia. The therapeutic is difficult due to the lower efficiency of the treatments offered and the higher impact in the quality of patients’ life. The physical therapy appears tobe a promising treatment and has a fundamental part on the symptoms improvement and reduction of pelvic floor dysfunction. In spite of the shortage of scientific articles using only physiotherapeutic techniques, mainly in Brazil, this review discussed the role of physical therapy on the IC, mainly manual therapy of pelvic floor (Thiele massage) and behavior therapy to relieve the symptoms and improve the quality of life. 

Thaiana Bezerra Duarte1 Luciane Maria Oliveira Brito2 Luiz Gustavo Oliveira Brito3 Maurício Mesquita Sabino de Freitas3 Antônio Alberto Nogueira3 Maria Bethânia da Costa Chein2 

Palavras-chave Cistite intersticial Assoalho pélvico Hipotonia muscular Terapia comportamental Keywords Interstitial cystitis Pelvic floor Muscle hypotonia Behavior therapy 


Definição 
A cistite intersticial (CI) ou síndrome da bexiga dolorosa (painful bladder syndrome – PBS) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como uma afecção que acomete a bexiga, caracterizada por dor suprapúbica acompanhada por sintomas como aumento na frequência urinária e noctúria, na ausência comprovada de infecção urinária e/ou outra afecção1 (D). 
É uma desordem crônica e frequentemente debilitante, encontrada mais comumente em mulheres, manifestando-se por grande variedade de sintomas irritativos, dor pélvica e dispareunia2 (D). 
A CI foi citada pela primeira vez em 1887 por Skene. Porém, a úlcera vesical, um achado do subtipo clássico da doença, foi reconhecida somente por Hunner em 1915. Bumpus em 1930 estabeleceu o termo cistite intersticial, por considerá-lo mais apropriado devido ao envolvimento de toda a bexiga e não somente uma úlcera localizada3 (D). Sua prevalência varia de acordo com os critérios diagnósticos utilizados. Em populações do nordeste dos Estados Unidos, a prevalência estimada é de 197/100 mil em mulheres e 41/100 mil em homens. Entretanto, quando submetidos à cistoscopia, essa prevalência passa para 99/100 mil nas mulheres e 19/100 mil nos homens. 
Entre aqueles que realizam cistoscopia e hidrodistensão, a prevalênca cai para 45/100 mil entre as mulheres e 8/100 mil entre os homens4,5(D, B). Portanto, percebe-se que a prevalência é maior em mulheres, na proporção de 5:1, principalmente no período da pré-menopausa 6 (D). 

Etiologia e fisiopatologia 
A etiologia precisa da CI ainda continua obscura7 (D). A grande dificuldade encontra-se na heterogeneidade e variabilidade das alterações observadas à microscopia e à inconsistência das observações imunoistoquímicas e na limitação dos achados morfológicos3 (D). Grande parte dos pesquisadores acredita ser multifatorial devido principalmente à variabilidade do quadro clínico. Em 1920, acreditava-se ser de etiologia bacteriana a causa da CI. Essa bactéria disseminar-se-ia por via hematogênica e seria responsável pelas úlceras que provocariam sintomatologia semelhante à da CI.

Quadro 1 – Critérios diagnósticos de acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK)

Categoria A - pelo menos um dos seguintes achados à cistoscopia associados a sintomas: 
• pelo menos dez petéquias difusas por quadrante em, pelo menos, três quadrantes da bexiga 
• uma úlcera de Hunner clássica Categoria B - pelo menos um dos seguintes sintomas: 
• dor vesical 
• urgência miccional



No entanto, algumas mulheres em tratamento para a suposta infecção urinária de repetição não apresentaram melhoras significativas dos sintomas mesmo em uso de antibi- óticos. Vários estudos refutaram a etiologia bacteriana, porém ainda há grupos pesquisando essa relação de causa e efeito7,8(D,A). Uma inflamação neurogênica também é proposta como causa da CI, uma vez que células mastocitárias são secretoras de potentes fatores inflamatórios neurogênicos, que agem tanto na resposta inflamatória alérgica quanto em doenças inflamatórias crônicas. O fato de a maioria das pacientes acometidas pela CI ser mulher sugere que esse processo pode ser influenciado pelo estrogênio. Estudos têm demonstrado a presença de células mastocitárias próximas às terminações nervosas da bexiga. No entanto, esse achado não é patognomônico e pode estar presente em qualquer reação inflamatória independente da etiologia4 (D). Os glicosaminoglicanos contribuem para a impermeabilidade e proteção na barreira epitelial contra substâncias nocivas. Sua deficiência expõe a submucosa e as fibras musculares intramurais ao contato direto com a urina, resultando em sintomas irritativos como os que ocorrem na CI. Porém, o aumento na permeabilidade mucosa é um achado inespecífico, acompanhando outros processos inflamatórios da bexiga, podendo ser causa da CI4,7(D). Percebe-se que pacientes com CI apresentam frequentemente afecções imunológicas crônicas associadas, como lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, fibromialgia e síndrome de Sjögren. Esses pacientes provavelmente devem ter anticorpos contra células musculares ou da mucosa ou de vários outros tecidos da bexiga3 (D). Embora se assuma que alguns desses mecanismos estejam envolvidos na CI, não há nenhuma causa definitivamente comprovada até o momento. Portanto, percebe-se que a CI é uma síndrome com componentes neurais, imunes e endócrinos, na qual os mastócitos têm função patogênica importante, mas não primária3 (D)

Diagnóstico 
O diagnóstico da CI pode ser desafiador, pois os critérios instituídos pelo National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK) não foram criados para defini-la, mas para a padronização de pacientes em estudos científicos9,10(D) (Quadro 1). Contudo, nem sempre tais critérios podem ser utilizados na prática clínica. O diagnóstico geralmente é feito por exclusão, apenas pela presença de sintomas do trato urinário inferior, como dor pélvica, pressão ou desconforto relacionados à bexiga e aos sintomas irritativos, com persistência da urgência ou aumento na frequência urinária diurna e noctúria, na ausência de infecção ou outra condição patológica.


1 Pós-Graduanda (Mestrado) do Programa de Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil e do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica com o Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo (SP), Brasil 2 Docentes do Programa de Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – São Luís (MA), Brasil 3 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP – São Paulo (SP), Brasil Endereço para correspondência: Thaiana Bezerra Duarte – Rua da Engenharia, 9, quadra 22 – Cohafuma – CEP 65074-715 – São Luís (MA), Brasil – Fone: (98) 9114-3521 – E-mail: thaianaduarte@uol.com.br


 Urinálise e urocultura têm sido rotineiramente realizadas para excluir outras afecções12(B). A dor piora com o enchimento vesical e diminui com seu esvaziamento. Mulheres com CI relatam dor pélvica cíclica ou constante, que se exacerba com a ovulação, menstruação ou no período pré-menstrual e algumas vezes durante o ato sexual4 (D). Alguns sintomas secundários incluem sensação de esvaziamento vesical incompleto, hesitação, perda urinária insensível, urgeincontinência, incapacidade de interromper o fluxo urinário e micção em dois tempos3 (D). O exame físico é geralmente inespecífico e apenas a minoria dos pacientes apresenta sensibilidade no abdômen e na região pélvica ou sensibilidade uretral no exame pélvico4 (D). A cistoscopia com hidrodistensão vesical é importante não para o diagnóstico, mas para exclusão de outras afecções, como tuberculose vesical e tumores. No exame histopatológico não há achado patognomônico da doença. Sua função primordial é excluir carcinoma, cistite eosinofílica ou tuberculose3 (D). A urodinâmica é bastante útil para verificar a complacência e a sensibilidade vesicais e excluir a hiperatividade vesical, que é um diagnóstico diferencial. A cistometria normal praticamente afasta a cistite intersticial. O achado característico é a urgência sensitiva que ocorre com pequeno enchimento vesical, e a capacidade cistométrica máxima apresenta-se reduzida devido à hipersensibilidade vesical13(D). A CI é classificada em dois subtipos: clássica ou ulcerada e não-ulcerada. A primeira acomete cerca de 10 % dos pacientes e apresenta úlceras facilmente visíveis à cistoscopia. As úlceras caracterizam-se como áreas de mucosa avermelhada contendo depósito de fibrina ou coágulos, com vasos sanguíneos se dirigindo para uma cicatriz central. Esses vasos podem se romper durante o enchimento vesical, surgindo petéquias ou sangramento em toda mucosa vesical. Já a segunda, apresenta no início da cistoscopia, mucosa vesical de aparência normal durante o primeiro enchimento e no segundo, pequenas e múltiplas glomerulações e petéquias sangrantes3,14(D,C). 
A fisioterapia tem papel importante no tratamento da cistite intersticial, com melhora nos sintomas, visto que são utilizadas técnicas minimamente invasivas e com baixos efeitos colaterais. Como mais de 70% dos pacientes apresentam disfunção do assoalho pélvico6,13,15(D,D,C), podem ser beneficiados com diversas modalidades fisioterapêuticas, principalmente com trabalho manual, pela utilização da massagem de Thiele e da terapia comportamental, como demonstrado no estudo de Weiss15(C) em 2001. Porém, ainda há carência de trabalhos verificando a aplicabilidade de outras formas de atuação da fisioterapia na cistite intersticial, principalmente em comparação com os métodos já tradicionalmente utilizados

Metodologia 

Foi realizado um estudo na literatura disponível (PubMed, Medline, Scielo, Bireme) e em livros-texto sobre os trabalhos acerca desse assunto. Os descritores utilizados foram fisioterapia, cistite intersticial, dor pélvica crônica, cinesioterapia, eletroestimulação, terapia comportamental e massagem de Thiele, em inglês, português e espanhol. Foram identificados 99 artigos que abordaram o tratamento da cistite intersticial. Para a elaboração da presente revisão, 29 referências do período de 1991a 2009 foram selecionadas sobre a abordagem da fisioterapia em pacientes com cistite intersticial. Até a realização dessa busca, não foram encontrados revisões sistemáticas, estudos de meta-análise ou randomizados controlados e casos-controle relacionando a aplicação de uma técnica fisioterapêutica ao tratamento de cistite intersticial. Foram encontrados seis estudos experimentais não-randomizados, cujos dados em resumo estão ilustrados na Tabela 1. 

Fisioterapia O objetivo da fisioterapia em pacientes com CI é a eliminação de fatores músculo-esqueléticos que contribuem para a dor pélvica, tais como o alinhamento postural incorreto, espasmos musculares, pontos gatilho e inflamações no tecido conjuntivo. Dessa forma, o tratamento fisioterapêutico visa à normalização do tônus muscular, à reeducação de músculos internos e externos para serem utilizados com força adequada, à educação de padrões de movimento eficiente e à facilitação do retorno dos pacientes para a atividade funcional13(D). 

Exercícios para o assoalho pélvico 
A musculatura do assoalho pélvico possui papel importante no suporte das vísceras abdômino-pélvicas, apresenta 70% de fibras de contração lenta, responsáveis pela manutenção do tônus muscular, e 30% de fibras de contração rápida16(D). Os exercícios para o assoalho pélvico ou cinesioterapia foram descritos pela primeira vez por Arnold Kegel em 1948. Baracho17(D) relata que podem melhorar em mais de 50% a sintomatologia dos pacientes com cistite intersticial, já que, durante o enchimento vesical, ocorre naturalmente aumento do tônus pélvico. Nos pacientes com CI, o resultado é a disfunção do assoalho pélvico, com aumento exacerbado do tônus da musculatura perineal. Portanto, a cinesioterapia é mais eficiente quando a dor severa associada ao enchimento vesical já tiver sido controlada. O treinamento da musculatura perineal aumenta o número de atividades de fibras motoras, a frequência de excitação e a hipertrofia muscular, uma vez que uma rápida e forte contração proporciona elevação na pressão uretral prevenindo perdas urinárias durante o aumento súbito da pressão intra-abdominal18(C). 

Terapia manual na pelve externa 
O realinhamento do sacro e do ílio auxilia na restauração da tensão normal da musculatura pélvica. Podem ser realizados mobilização articular, fortalecimento, alongamento, liberação miofascial e reeducação neuromuscular. Após a realização de terapia manual da pelve, massagem intravaginal e cinesioterapia por 6 a 12 semanas em 16 pacientes com CI, disfunção sacroilíaca e no assoalho pélvico, Lukban et al.19(C) referiram diminuição dos sintomas irritativos e dispareunia em 94% dos pacientes.


Massagem de Thiele 
A massagem de Thiele é uma técnica que estabiliza os pontos-gatilho (trigger-points) dos músculos levantador do ânus, obturador interno e piriforme19(C). Foi descrita inicialmente por Thiele em 1937 em pacientes sem queixas geniturinárias, mas com espasmos musculares do levantador do ânus e coccígeo20(C). A disfunção hipertônica do assoalho pélvico é caracterizada pela hipertonia espástica e alteração na função dessa musculatura. Os sintomas incluem dor exacerbada com a atividade física ou posição sentada por longo período, disfunção no esvaziamento vesical e retal e dispareunia13(D). 
Scafuri et al.13(D) citam que em 1973, Lilius e colaboradores observaram que dos 31 pacientes com CI, 81% apresentavam espasmo e dor na musculatura do levantador do ânus e atribuíram esse achado clínico à resposta a impulsos dolorosos de aferentes autonômicos da parede vesical, associada à má postura. Esse espasmo pode perpetuar a anormalidade vesical pela indução da transmissão antidrômica mediada pelo sistema nervoso central ao longo dos aferentes vesicais, resultando em inflamação neurogênica21,22,23(A, B, A). Em 2001, Weiss15(C) utilizou a massagem de Thiele em dez pacientes com CI (seis homens e quatro mulheres) que referiram pouca efetividade de terapias prévias. Foram realizados, em média, 18 atendimentos, associando técnica manual intravaginal ou retal, compressão e alongamento muscular, ao calor externo para facilitar o relaxamento muscular. A massagem foi realizada com pressão inicial leve, progressivamente aumentada de acordo com a sensibilidade do paciente, pois se o contato inicial fosse muito firme ou abrupto, poderia resultar em espasmo muscular. O autor preconiza que deve ser realizada manobra de contração isométrica do puboretal contra resistência. Esse tipo de alongamento tem um efeito inibitório na tensão muscular e resulta em relaxamento e alongamento máximos. A eficácia dessa manobra é alongar a contratura anterior, diminuindo a tensão periuretral proporcionado eliminação dos Estudos experimentais/dados Pearsons, Koprowski29 Chaiken et al.28 Weiss15 Lukban et al.19 Oyama et al.20 Hanley et al.27 Número de pacientes 21 42 10 16 21 25 Técnica utilizada Treinamento vesical Treinamento vesical e exercícios para o assoalho pélvico Massagem de Thiele e calor externo Terapia manual na pelve externa, massagem de Thiele e cinesioterapia Massagem de Thiele Terapia comportamental e cinesioterapia Duração da técnica 3 a 4 semanas 1 vez por semana durante 12 semanas 2 vezes por semana durante 9 semanas 6 a 12 semanas 2 vezes por semana durante 5 semanas 48 semanas Associação com outras terapias Não Não Não Não Não Sim, com fármacos e hidrodistensão vesical Efetividade da técnica 100% referiram aumento na capacidade vesical (179 mL) e na média das micções diárias (7,4 por dia); 100% aumentaram intervalo entre as micções por média de 93 minutos; 70% relataram melhora importante ou moderada, com redução na hipotonia do assoalho pélvico 94% apresentaram diminuição nos sintomas irritativos e dispareunia Redução significante na dor, urgência e frequência urinárias, redução na hipotonia muscular de coccígeo, iliococcígeo, pubococcígeo e obturador interno Aumento nos escores de qualidade de vida após a associação das modalidades terapêuticas 71% tiveram redução (50%) na freqüência, urgência urinária e noctúria 98% diminuíram a frequência urinária diária 71% referiram aumento na capacidade vesical e 50% com redução importante nos sintomas Período de seguimento Não relatou Nenhum 19 meses Não relatou 4,5 meses após fim da terapia Nenhum Tabela 1 – Fisioterapia na cistite intersticial: dados de estudos experimentais publicados Fisioterapia na cistite intersticial trigger-points no levantador do ânus e reeducação do músculo a uma mobilidade normal. Dos pacientes estudados por Weiss15(C), 70% apresentaram melhora moderada nos sintomas. Os sintomas urinários foram os que mais melhoraram, embora a dor diminuísse pouco. Scafuri et al.13(D) citam que Holzberg et al., em 2002, realizaram estabilização dos pontos-gatilho do levantador do ânus, obturador interno e piriforme, duas vezes por semana, durante seis semanas e observaram melhora em 90% das pacientes. Oyama et al.20(C),que realizaram a massagem de Thiele em 21 mulheres (idade média de 42 anos) com CI e hipertonia do assoalho pélvico, duas vezes por semana durante cinco semanas, solicitaram às suas participantes que interrompessem o uso de anti-inflamatórios e analgésicos e instilações vesicais. 
Houve diminuição significativa na urgência urinária, na dor e no tônus dos músculos do assoalho pélvico. Portanto, a massagem de Thiele beneficia pacientes com CI devido ao fato de a maioria delas apresentar disfunção do assoalho pélvico concomitante. 

Eletroestimulação 
A eletroestimulação intravaginal beneficia pacientes que persistem com hipertonia dos músculos do assoalho pélvico e da pelve após o tratamento com a massagem de Thiele e com as manobras externas na região pélvica. Whitmore24(D) refere que devem ser usadas correntes de 25 a 50 hertz por seis semanas. Os efeitos da eletroestimulação contam com a ativação artificial dos nervos. A inibição vesical máxima é atingida quando a intensidade da estimulação é de duas a três vezes maior que a intensidade do patamar inicial, porém a estimulação nessa intensidade tornase dolorosa. Contudo, deve-se ajustar a intensidade para o nível máximo tolerado pelo paciente, já que a distância entre o patamar de detecção e de tolerância máxima é bem pequena25(D). O mecanismo de atuação da eletroestimulação é a inibição reflexa motora da bexiga, ativando fibras simpáticas inibitórias. Os resultados relatados foram em pacientes com sintomas de urgência miccional, desde que os episódios sejam associados à contração involuntária da bexiga. Há indícios de melhora nos sintomas em 50 a 60% dos pacientes26(D). 

Terapia comportamental 

A terapia comportamental inclui restrição na dieta, na ingestão de substâncias irritativas e aumento no intervalo entre as micções27(C). Scafuri et al.3 (D) referem que de 51 a 62% dos pacientes conseguem identificar alimentos e bebidas que exacerbam os sintomas da CI, dentre eles, encontram-se bebidas alcoólicas, refrigerantes,cafeína, frutas cítricas, vinagre, dentre outros. A mudança dos hábitos alimentares objetiva retirar da dieta os alimentos irritantes da bexiga e diminuir a acidez da urina, tornando-a mais diluída por meio da ingestão de maior quantidade de fluidos. A terapia comportamental inclui o treinamento vesical, por meio do qual o paciente é instruído a aumentar gradualmente os intervalos entre as micções de modo a inibir o reflexo miccional, promovendo aumento da capacidade funcional da bexiga6 (D). Quando 42 mulheres com CI foram submetidas ao diário miccional, aumento no intervalo entre as micções, controle de líquidos ingeridos, além de exercícios para o assoalho pélvico, verificou-se que 98% apresentaram redução no número de micções por dia e 71% apresentaram aumento significante na capacidade funcional da bexiga após 3 meses de tratamento28(C). Embora as evidências baseadas na melhora dos sintomas pela terapia comportamental sejam escassas na literatura, há relato24(D) de que o treinamento vesical objetiva inibir a urgência urinária e aumentar o intervalo entre as micções, tendo melhores resultados quando a dor pélvica relacionada ao enchimento vesical já tiver sido controlada. No estudo de Pearsons29(C), os pacientes foram solicitados a aumentar o intervalo entre as micções para 15 a 30 minutos a cada semana durante 3 a 4 semanas. Houve diminuição da frequência, noctúria e urgência urinária em 15 (71%) dos 21 pacientes29(C). Hanley et al.27(C) propuseram a 25 pacientes a associação entre terapia comportamental, farmacológica e hidrodistensão vesical. Os autores relatam que a terapia comportamental deve incluir a redução diária na ingestão líquida, dividida entre o intervalo entre as refeições e durante as refeições, além do aumento progressivo no intervalo entre as micções, que devem ser a cada duas ou três horas. Para os pacientes que não conseguirem estabelecer esse intervalo urinário, deve-se aumentar progressivamente o intervalo entre as micções por cerca de 15 minutos a cada semana, até conseguirem estabelecer o intervalo urinário a cada duas ou três horas. A associação entre as modalidades terapêuticas foi eficaz no aumento dos escores de qualidade de vida27(C).

Considerações finais 

A complexidade do diagnóstico e do tratamento da CI é evidente. Portanto, há necessidade de maiores estudos a fim de detalhar cada uma das técnicas fisioterapêuticas mais utilizadas, já que, em ensaios clínicos, são escassos os trabalhos que empregam apenas uma técnica fisioterapêutica, pois a maioria associa várias técnicas de fisioterapia a tratamentos farmacológicos, porém não-comparados a grupo placebo, o que não consegue definir primariamente o impacto isolado da fisioterapia no tratamento da cistite intersticial.

** Esta leitura pode ser mais complicada para algumas pessoas por ser tirada de um estudo acadêmico e científico; mas destaco a importância da fisioterapia como tratamento fundamental para um grande número de diagnosticados. ( bernadeth)


https://www.researchgate.net/publication/260677189 Fisioterapia na cistite intersticial Article in Femina: revista da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia · July 2010 



quinta-feira, 22 de junho de 2017

TENSÃO MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO



Técnicas de especialistas que aliviam a tensão muscular do assoalho pélvico e dor pélvica em pacientes de Cistite Intersticial ou Síndrome da Bexiga Dolorosa.

15 de julho de 2012 por Michelle Kenway -  Fisioterapeuta

Você está procurando maneiras de aliviar sua tensão muscular do assoalho pélvico agora e para sempre?
Estes exercícios e técnicas experientes de fisioterapia no assoalho pélvico irão ajudá-lo a obter alívio imediato e saber como superar a tensão no piso pélvico a longo prazo.

Leia agora para aprender: tensão muscular do assoalho pélvico

·        Técnicas de tratamento que aliviam a tensão muscular do assoalho pélvico.

·        Exercícios e atividades a serem evitados com espasmos dolorosos  no assoalho pélvico.

·        Qual é a tensão muscular do assoalho pélvico?

·        O que causa tensão muscular do assoalho pélvico ou espasmo muscular do assoalho pélvico?

·        Quais os problemas que podem resultar dos músculos hiperativos do assoalho pélvico?

·        Técnicas de tratamento que aliviam a tensão muscular do assoalho pélvico:

1. EM POSIÇÃO DEITADA

Tire a carga do seu assoalho pélvico, evitando o repouso prolongado ou sentando onde for possível.
Deite-se com um travesseiro debaixo de seus joelhos ou de lado com um travesseiro entre as pernas para aliviar o peso dos músculos do abdômen e do seu assoalho pélvico. Quando você está de pé, seu assoalho pélvico está sob carga.
O descanso dos músculos do seu assoalho pélvico pode dar-lhe alívio imediato da dor, especialmente quando combinado com uma almofada quente.

2. Usando almofada quente:

O alívio imediato muitas vezes pode ser alcançado, colocando um saco de água quente fora de sua roupa sobre seu assoalho pélvico.
Use apenas calor leve - algumas mulheres acham que a almofada quente pode ser colocada sobre um par de calcinhas adicionais  e  pequena almofada quente, ou usando uma toalha para manter quente naquela posição. O calor pode ser usado por 15 a 20 minutos de cada vez. Aplique quando deitar com um travesseiro debaixo dos joelhos.
Os métodos de relaxamento do músculo do assoalho pélvico são descritos a seguir e estes podem proporcionar alívio imediato quando combinados com bolsa de água quente.

3. Praticando relaxamento no assoalho pélvico:

Pacote de relaxamento com assoalho pélvico Soft Pink ( pode ser comprado nos eua)
Pacote de poupança combinada de relaxamento de piso pélvico.
A prática diária de relaxamento do assoalho pélvico é importante para o treino de músculos do assoalho pélvico apertado e doloroso para relaxar.
Os exercícios de relaxamento do piso pélvico podem proporcionar alívio imediato da dor e do espasmo.
A Dra. Patricia Neumann, especialista em ginástica de assoalho pélvico, produziu um inovador CD de relaxamento de piso pélvico para aliviar a tensão muscular do assoalho pélvico em casa.
O pacote de relaxamento pélvico (mostrado à esquerda) inclui o CD de relaxamento muscular do assoalho pélvico e o pacote quente pélvico para facilitar a tensão do piso pélvico quando usado em conjunto para o gerenciamento doméstico.
Down Training - Técnica de relaxamento  ( Muito importante!)
Este método de relaxamento muscular do assoalho pélvico conhecido como Down Training1 ensina os músculos do assoalho pélvico a relaxar e liberar.
Relaxe, deite-se com um travesseiro debaixo dos joelhos por 20 a 30 minutos diários para relaxar os músculos do assoalho pélvico. Às vezes, uma almofada quente colocada sobre a área púbica ou abdômen inferior pode ajudar a relaxar o piso pélvico.
·        Use respiração diafragmática - isso significa respirar em seu diafragma. A respiração diafragmática lenta (como a respiração yoga) é muito importante para relaxar os músculos do assoalho pélvico.
·        Visualize seus músculos do assoalho pélvico relaxando e sinta um calor na região muscular pélvica.
·        Ganchos perineais delicados - este é um alargamento feito gentilmente no assoalho pélvico e deve ser ensinado por um fisioterapeuta do assoalho pélvico. Comprimir com muita força pode realmente aumentar o espasmo, então isso deve ser feito gentilmente. ( fisioterapia manual)
·        Ambiente relaxado é importante, exemplo: Música suave, calor circundante.
·        Relaxamento total do corpo - relaxe os músculos de todo o corpo, isso pode envolver relaxamento progressivo dos diferentes músculos do rosto e do pescoço até os pés. Pesquise vídeos no YouTube.
·        Use a varredura corporal para qualquer área de tensão muscular aumentada e apontar para relaxamento físico completo.

4. Usando Dilatadores Vaginais:

A terapia dilatadora vaginal é freqüentemente usada na clínica e por mulheres em casa para tratar a tensão muscular do assoalho pélvico. Pode ser feita com exercícios manuais com higiene e cuidado.
Os dilatadores vaginais ( lembram tubos de ensaio) são utilizados dentro da vagina para melhorar o conforto com a sensação de penetração vaginal e para treinar o relaxamento do piso pélvico com penetração.
Dilatador vaginal
Os dilatadores vaginais também são usados por mulheres após a radioterapia e seguindo algumas formas de cirurgia pélvica, como a histerectomia, onde os tecidos vaginais tornaram-se inelásticos e requerem alongamento suave para que a mulher retome a atividade sexual com conforto.
Às vezes, o comprimento da vagina pode diminuir durante a cirurgia de histerectomia e, nestes casos, os dilatadores vaginais podem ajudar com o alongamento suave dos tecidos vaginais.
Os dilatadores vaginais devem ser usados com lubrificantes não tóxicos para a saúde do piso pélvico.

5. Gerenciando seus intestinos:
Técnica de esvaziamento intestinal - Assista a técnica correta de esvaziamento intestinal
Evite esforçar-se para usar suas entranhas e observe sempre a consistência correta das fezes - a constipação e a tensão irão exacerbar a tensão muscular do assoalho pélvico e a dor associada.
Use a técnica correta de esvaziamento intestinal para evitar esforço e alcançar um movimento intestinal confortável.
Mantenha suas fezes suaves e bem formadas para que saiam facilmente. Escolha alimentos amaciadores de fezes, se suas fezes são muito firmes e causam desconforto e esforço.

6. Corrigindo sua Postura e Suporte de assento ( durante a evacuação):
·        Minimize a sessão prolongada com descansos freqüentes onde você para e anda um pouco ;
·        Sente-se com boa postura, evitando a postura caída, que é conhecida por aumentar a tensão pélvica. Isso significa manter a curva na parte inferior das costas quando está sentado.
·        Evite assentos em anéis de borracha redondos que possam aumentar a pressão sobre o assoalho pélvico.
·        Uma almofada de suporte pélvico de qualidade pode ajudar a aliviar a pressão e dor pélvicas.

7. Tratamento manual de fisioterapia
Um fisioterapeuta treinado em assoalho pélvico pode usar métodos específicos para promover o relaxamento do pavimento pélvico e reeducar a ativação correta desses músculos. Os fisioterapeutas do assoalho pélvico geralmente são altamente treinados e habilidosos em técnicas de terapia manual para o assoalho pélvico.
As técnicas de tratamento geralmente progridem gradualmente ao longo do tempo e podem incluir:
·        Desensibilização de áreas dolorosas ao toque (usando contato físico ou dilatadores vaginais)
·        O piso pélvico se estende com o uso de resistência digital contra esses músculos;
·        Técnicas de massagem;
·        Reeducação postural ( sessões de RPG);
·        Instrumentos de biofeedback que demonstram  a atividade dos músculos do assoalho pélvico;
·        Tratamento de condições concomitantes que podem aparecer junto com espasmos do assoalho pélvico, como problemas com articulações pélvicas (articulações de Sacroilíaco), problemas de concavidade e problemas nas costas baixas.
·        Reforço progressivo dos músculos do assoalho pélvico, somente quando apropriado.

8. Terapias complementares:
A reabilitação da fisioterapia no assoalho pélvico pode ser apenas um componente ao abordar a tensão muscular do assoalho pélvico.
Outros profissionais de saúde também podem estar envolvidos no gerenciamento de músculos hiperativos do assoalho pélvico, incluindo conselheiros e / ou terapia de casal, dependendo dos problemas associados à mulher.
Exercícios e atividades para evitar a tensão muscular do assoalho pélvico:
Exercícios que forçam o assoalho pélvico aumentam a tensão muscular do assoalho pélvico e exacerbam a dor pélvica.
Esses exercícios e atividades podem aumentar a tensão muscular do assoalho pélvico:
·        Exercício intenso. ( cuidado em academias...);
·        Exercícios do assoalho pélvico (exercícios Kegel) - nunca indicados para quem já tem os músculos pélvicos tensionados;
·        Exercícios abdominais do núcleo muscular;
·        Levantamento pesado ou atividade pesada;
·        Exercício de alto impacto, exemplo corridas e ciclismo.
·        Interesses dolorosos / penetração vaginal dolorosa
·        Permanência prolongada sentada ou em pé.

O que é a tensão muscular do assoalho pélvico?

Os músculos do assoalho pélvico podem ficar tensos e hiperativos com espasmos de dor, assim como outros músculos esqueléticos no corpo. Os músculos do assoalho pélvico hiperativo aumentam a tensão e / ou incapacidade de relaxar completamente, é como ter os músculos do pescoço muito apertados e doloridos que não relaxarão.
Quando uma mulher experimenta dor no assoalho pélvico, isso pode realmente fazer com que ela, involuntariamente, aperte seus músculos do assoalho pélvico ainda mais e, portanto, cria um ciclo de dor pélvica em curso com aumento da tensão muscular do assoalho pélvico ou espasmos doloridos nos  músculos do assoalho pélvico.
Ginecologistas e fisioterapeutas estão observando um número crescente de mulheres com dor pélvica associada à incapacidade de relaxar os músculos do assoalho pélvico. Devido à complexidade da dor pélvica, essa condição geralmente não é diagnosticada.

O que causa espasmo muscular no assoalho pélvico? Possíveis causas incluem o seguinte:

  • ·    Sobrecarregar os músculos do assoalho pélvico com muito exercício no assoalho pélvico e relaxamento insuficiente. As mulheres que exercem regularmente exercícios de assoalho pélvico ou exercícios de kegel precisam se dedicar a relaxar os músculos do assoalho pélvico também;
  • ·        Sobrecarregar o assoalho pélvico com exercícios intensos na musculatura abdominal potencialmente inseguras;
  • ·        Cirurgia pélvica, incluindo cirurgia de prolapso e histerectomia;
  • ·        Infecção ou inflamação pélvica;
  • ·        Infecção recorrente, como cistite de repetição ( ou Cistite Intersticial, sem infecção);
  • ·        Trauma pélvico;
  • ·        Problemas posturais.
  • ·        Fatores mentais / emocionais.

Atualmente, não está claro se a dor pélvica causa espasmo muscular do assoalho pélvico ou se o espasmo do músculo do assoalho pélvico causa dor - é um pouco como saber o que vem antes: a galinha ou o ovo. O que é conhecido é que eles estão interrelacionados.

Problemas causados por músculos de piso pélvico hiperativos:

Os músculos do assoalho pélvico hiperativo podem causar uma série de problemas de bexiga, intestino e sexual, além de dor, problemas emocionais e fraqueza progressiva do músculo do assoalho pélvico. Esses problemas incluem:

  • ·        Problemas da bexiga; Fluxo lento de urina, dificuldade em urinar, incapacidade de esvaziar completamente a bexiga, fluxo de urina interrompido e até urgência urinária. Estes podem resultar da falta de relaxamento muscular do assoalho pélvico.
  • ·        Problemas intestinais; constipação, esvaziamento incompleto das fezes, dificuldade em iniciar movimentos intestinais e esforço ao longo do esvaziamento. O esforço associado à constipação pode causar aumento da dor muscular do assoalho pélvico e aumento da tensão. Além disso, podem surgir problemas adicionais como o prolapso retal, hemorróidas e fissuras anais.
  • ·        Problemas sexuais associados à relação sexual e à penetração. Vaginismo é o termo usado para descrever a condição em que os músculos do assoalho pélvico espasmam involuntariamente com a ameaça de penetração vaginal que pode prevenir a relação sexual, inserção de tampões e exames ginecológicos, ou colonoscopias. Problemas sexuais que resultam de músculos hiperativos do assoalho pélvico podem causar dificuldades emocionais consideráveis com dificuldades e estresse, ansiedade no relacionamento.
  • ·        A dor e o desconforto contínuos  causados pelo músculo do assoalho pélvico hiperativo ou o espasmo de dor muscular no assoalho pélvico podem ser muito estressantes, provocando ansiedade, o que muitas vezes torna a condição pior. O desconforto físico associado à tensão muscular do assoalho pélvico apresenta-se diferente em mulheres diferentes; Pode apresentar-se como dor, ou desconforto no baixo abdômen, nas costas baixas e / ou dentro e ao redor da vagina e do ânus.
  • ·        A fraqueza do músculo do assoalho pélvico resulta dos músculos pélvicos contraídos demais, que ficam tensionados e cansados. Como resultado, quando são obrigados a trabalhar, não são capazes de contribuir e acontecem problemas como a incontinência de estresse (vazamento involuntário de urina com exercício ou atividade). A função de suporte dos músculos do assoalho pélvico também pode ser comprometida, aumentando a vulnerabilidade a outros problemas do assoalho pélvico, como o prolapso vaginal.

Se você sofre de tensão muscular do assoalho pélvico e / ou dor pélvica, você pode procurar tratamento profissional falando com seu médico ou com um fisioterapeuta qualificado em assoalho pélvico.

Pacote de relaxamento com piso pélvico Soft Pink ( no caso de estar nos EUA). No Brasil, use almofada dessas que aquecem no micro-ondas ou saco de água quente convencional.
Relaxe os músculos do seu assoalho pélvico e alivie a tensão muscular pélvica usando calor.

LEIA MAIS:
1Shelly B., Knight, S. et al. (2002) Dor pélvica, p. 23-27. Manejo terapêutico de Incontinência e dor pélvica, J. Laycok e J Haslam. Londres, Springer-Verlag: 156-189.
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domingo, 23 de abril de 2017

CURA DA CISTITE INTERSTICIAL (CI )/ SÍNDROME DA BEXIGA DOLOROSA(SBD)

Depois de ter descartado a possibilidade de cistite bacteriana como a causa de sua bexiga dolorosa, você precisa fazer a sua investigação sobre cistite não-bacteriana conhecida como cistite intersticial (IC).
A cura da cistite intersticial (IC) é um processo mais longo porque o tecido intersticial leva um tempo para reconstruir, especialmente quando ulcerada.
Eu ( a autora) tenho ajudado muitas pessoas, especialmente mulheres, a curar suas bexigas dolorosas começando com a consciência de que nem todos os problemas de bexiga são causadas por infecções bacterianas. Muitas vezes uma bexiga dolorosa pode ser causada por um compromisso no revestimento, em que a acidez inerente à sua própria urina pode atacar sua bexiga indefesa. Isto é conhecido como Síndrome da Bexiga Dolorosa. Ou você pode ter uma bexiga ulcerada que não pode tolerar qualquer acidez. Só recentemente o diagnóstico de SBD foi instituído como diagnóstico de uma forma mais branda de IC. No entanto, o tratamento é bastante semelhante, por isso, para simplificar, vou referir a ela  tanto como IC, uma vez que é o rótulo mais conhecido.
Isto é, basicamente, uma doença inflamatória crônica da bexiga, o que é muitas vezes não diagnosticada ou mal diagnosticada como uma infecção bacteriana. Esta inflamação causa um adelgaçamento ou ulceração da mucosa da bexiga, conhecido como o tecido intersticial.
Os sintomas mais comuns da cistite intersticial são;
Algum grau de dor ou pressão na bexiga; que pode ser como dor crônica.
Esfaqueamento de agulhas na bexiga, fisgando dolorosamente a bexiga.
Sensações de irritação na bexiga.
Cheiro forte como de "rato morto" na urina.
sexo doloroso.
Frequência de micção, pode ser tão alta chegando a cada 10 minutos.
Não consegue expelir totalmente a urina.
Depressão,  se você tem CI recorrente
Sua qualidade de vida pode ser consideravelmente reduzida quando você tem que viver com os sintomas acima.
Estima-se que cerca de 12% das mulheres têm algum grau de bexiga sensível em sua vida, especialmente depois dos 40. Isto é uma epidemia desnecessária. Mais CI é causada por erros de diagnóstico e de estilo de vida pouco saudável, sendo que ambos podem ser evitados ou curados.
O diagnóstico correto de CI é crítico.
http://www.tarisbiomedical.com/ui/imgs/blatter_blood.jpg

Se você colocar "a cistite intersticial" em pesquisa, você vai ler muitas histórias trágicas de mulheres que vivem com dor desnecessária e desconforto durante anos, porque elas não foram devidamente diagnosticadas com CI. Eu, pessoalmente, sei de mulheres que fizeram histerectomia total desnecessariamente, porque elas não foram devidamente diagnosticadas, o que nem sequer é reconhecido por alguns urologistas.
É extremamente importante que você tome a sua saúde em suas próprias mãos e eduque-se sobre o que provoca que os sintomas acima. Em seguida, trabalhe para trazer seu corpo de volta ao equilíbrio (esta condição é como uma bandeira vermelha de alerta do seu corpo extremamente fora de equilíbrio), de modo que você não continue  alimentando a causa e não cuidando do efeito. Você não precisa ser vítima dessa aflição dolorosa. E saiba que você não está sozinha. A Internet é um recurso valioso de grupos de informação e apoio.
Se você está bem segurado, você pode ter um Urologista e fazer uma cistoscopia, onde eles olham em sua bexiga para ver se ele está ulcerada ou não. No entanto, isso é caro e pode, na verdade, contribuir para mais dano no tecido intersticial.
Outros procedimentos do  urologista são comumente realizados para alargar a uretra ou a bexiga, feitos sob anestesia geral. Ambos  são bastante agressivos com pouco efeito duradouro. Estes procedimentos podem ser extremamente dolorosos e, muitas vezes, podem resultar em dano tecidual permanente levando à incontinência.
Por favor, só considere isso como um último recurso. Se o seu urologista recomenda  para você como um primeiro recurso, saiba que você está lidando com um ignorante! Sei que isso parece pouco gentil, mas há tantas alternativas antes que eu só quero sacudir qualquer médico que não incentiva seus pacientes a tratar a causa da IC, que é fácil e barata.
Muitas vezes, a única maneira de diagnosticar corretamente CI é excluindo outras doenças conhecidas que têm os sintomas acima, ou seja; infecção da bexiga, cancro da bexiga, doença renal, doenças sexualmente transmissíveis, doenças neurológicas e infecções vaginais de levedura (fungos).
Se você não tem seguro de saúde ou o seu seguro não cobre os testes acima, você também pode tentar as seguintes recomendações de alívio. Se elas funcionarem, isso é um sinal de que você está no caminho certo e agora você sabe como tratar a causa.
 Tratar a causa da cistite intersticial naturalmente é o melhor caminho!
O tratamento da causa requer uma abordagem dupla para tratar os sintomas e a causa, ao mesmo tempo. Curar a causa leva tempo. Enquanto isso, você está com dor, então você precisa tratar o sintoma, ao mesmo tempo, ou você vai sofrer mais. Além disso, você precisa permitir-se tempo para percorrer a curva de aprendizado aqui. Você não pode desfazer e mudar todos os seus maus hábitos de vida do dia para a noite. Então eu vou priorizar o que você precisa fazer primeiro, para que possa curar rapidamente e eficientemente.
Antes de eu revelar os procedimentos de cura, eu preciso explicar como você deve conseguir desta forma, em primeiro lugar. É realmente muito fácil; você come muitos alimentos ácidos e não está ciente dos danos que estão causando em seu corpo.
Sua bexiga;  A grande bandeira vermelha.
A bexiga é uma bandeira vermelha impressionante para o seu corpo. Ele irá registrar exatamente quão fora de equilíbrio você está respondendo a um estilo de vida pouco saudável, com sinais de alarme, como dor e desconforto. Abençoe sua bexiga! Ela está acenando a bandeira vermelha para que assim que você possa prestar atenção ao que seu corpo precisa. Ao fazer isso você estará dando a seu corpo o dom abençoado de prevenir uma infinidade de outras doenças.
Por exemplo; um corpo ácido é a base para a maior parte das doenças;


cancros                                                         
Azia
mau funcionamento do sistema imunológico r
condições da bexiga
condições de próstata
Intestino solto
doenças de pele
Indigestão
Gota
Artrite
fibromialgia
Mau hálito


Quando sua urina é muito ácida, ela irá corroer o revestimento intersticial ou camada GAG de sua bexiga e, eventualmente, atacará as paredes indefesas de sua bexiga.  Esse revestimento pode deteriorar-se ao ponto de ficar ulcerado, tornando-se super-sensível a quaisquer ácidos.
Nossa dieta moderna de conveniência habitual , é muito ácida. Nosso pH natural (ácido-alcalino) deve ser ligeiramente alcalino, mas devido a comer quantidades exorbitantes de comida sem qualidade, o nosso Ph está fora de sintonia com o nível de ácido. E as nossas bexigas estão em protesto, em todo o mundo, fazendo com que os médicos enriqueçam com as nossas intermináveis consultas e procedimentos que podem ser facilmente curados em casa.

Cura cistite intersticial - CI -  Trate Naturalmente
Como mencionei anteriormente, você precisa tratar os sintomas de acidez excessiva, bem como a causa. Aqui está um excelente truque para tratar a dor imediatamente, alcalinizando instantaneamente a urina. (Bem, isso pode demorar cerca de 20 min.)
Coloque ½ colher de chá de bicarbonato de sódio (bicarbonato de sódio) em um copo de água e beba. Simples e fabulosamente eficaz! Isto irá neutralizar a acidez alcalinizando sua urina, assim alivia a sua bexiga. Isso deve durar algumas horas, tempo você pode trabalhar eliminando os alimentos ácidos ofensivos. ( ouso incluir aqui, sem ordem da autora, um conselho: tome muito chá de orégano para ardência)
Atenção! Se você tem pressão arterial elevada, então você precisa substituir o remédio acima, por bicarbonato de potássio, normalmente vendido em Delis, na Alemanha, como "Potash". É o único lugar que eu descobri com os estoques desse Bicarbonato, uma vez que usá-lo em algumas de suas receitas. Talvez você possa encomendá-lo através de sua farmácia, ótimo.
Agora, trate a causa, indo na Dieta de Eliminação,  tirando um alimento de cada vez para testar se os sintomas diminuem. A maioria dos pacientes, no entanto, acha que precisa eliminar a maioria dos seguintes alimentos disparadores de crises; ( é preciso testar antes de eliminar...)


Café e chá, altamente ácidos!
Álcool, também altamente ácido.
Refrigerantes, especialmente os diet.
Frutas cítricas, todos os citrinos, limões, laranjas e limões.
Tomates, especialmente comercialmente industrializados, os cultivados em casa são menos ácidos.
molhos de tomate e ketchup.
sumos de frutas concentrados
Cranberries, altamente ácidas
Chocolate
Glutamato monossódico (MSG)
alimentos condimentados,  especialmente  a comida mexicana
Vitamina C comum; Ácido ascórbico (Vit C Buffered é OK)
alimentos ricos em açúcar como doces, assados
Aspartame (edulcorante sintético)
vinagres comuns
Demasiada uso do fast food e alimentos embalados
Bananas; somente alguns pacientes de IC percebem isso como um alimento-gatilho.
Comida mexicana (pessoas com IC acham que desencadeia sintoma



Ao longo do tempo, como você está testando esses alimentos gatilhos, você vai descobrir quais acionam a dor em seu corpo. Alguns podem comer abacate, outros não podem. Alguns podem beber chá verde, os outros não podem. Você precisa manter um registro de quais os alimentos que provocam sua bexiga. Os piores alimentos agressores são os tops, especialmente o café! Parece que você não está bem se você não tiver um telefone celular em uma mão e um café na outra. Muitas vezes, a partir de locais como Star Bucks, em que são ainda mais ácidos devido ao seu teor excessivo de cafeína  por torrefação alta.
Se você quer tomar uma xícara ou duas, compre uma correção rápida de acidez  chamada "Prelief®" de Akpharma, um suplemento que você toma com o seu café ( ou outro alimento agressor) e ajuda a reduzir a sua acidez. Você também pode comprar cafés de baixa acidez em algumas lojas.
Você também pode encontrar substitutos de café não-cafeínados em sua loja local de produtos naturais, no entanto, você não vai encontrar nada sem cafeína lá, exceto o chá verde.
Se você é  viciado(a) em soda (refrigerantes!!!), tente, pelo menos, substituir alguns de seus refrigerantes por água. Beba água mineral. Mas, se realmente, você eliminar este hábito desagradável, seus ossos vão agradecer-lhe na velhice, já que refrigerantes contribuem para a perda de cálcio no organismo.
Não mencionando que esta dieta ajuda na prevenção da obesidade e diabetes. Mais uma vez, abençoe sua bexiga por prevenir contra alguma outra doença.
Incorpore mais do seguimento de alimentos ( e águas de PH maior que 7 )alcalinizantes  em sua dieta;
A maioria das frutas e legumes são alcalinizantes, exceção aos acima mencionados, como citrinos e cranberries. Tente comer alguns alimentos crus, se possível orgânicos ( quanto mais, melhor...)
Coma mais frutas vermelhas, especialmente amoras, que são ricas em antioxidantes.
Coma  um monte de verduras! Verdes, especialmente aquelas encontrados em  "Sopa com Poder de Cura de Stephanie".  Verdes são os reis dos alimentos alcalinizantes.
Coloque a salsa em tudo, isso não muda muito o gosto,  mas adiciona minerais alcalinizantes para seus alimentos.
Grãos integrais, especialmente arroz integral, quinoa, aveia e milheto.
Comer carne em pequenas porções porque são um pouco ácidas.
Iogurte, sem açúcar.
Queijo de leite de cabra parece ser melhor tolerado que o leite de vaca.
Algas são fantásticos, especialmente Kelp.
Black Cherry Concentrado, 1 colher de chá misturadas num copo de água na parte da manhã.
Se você tem de comer em restaurantes, tente encontrar os saudáveis que servem comida fresca. Você deve evitar comida mexicana e italiana até que você esteja curada e possa tolerar algumas especiarias e tomates.
Para acelerar a sua cura é preciso considerar tomar suplementos naturais. Estes irão reconstruir o seu tecido intersticial comprometido muito mais rápido do que a dieta sozinha.
Suplementos para a cistite intersticial
Pimenta-caiena. Não, eu não estou brincando. Cayenne ( caiena)é um curandeiro incrível do tecido intersticial, vai acelerar a cicatrização de sua bexiga consideravelmente.
Tome 1 / 4 ou 1 / 2 colher de chá de pimenta Caiena fresca na água ou 1 cápsula 2-3 vezes ao dia. Nota: Por favor, não envie e-mail procurando garantias de que caiena não vai queimar sua bexiga. Google "cayenne" e faça sua pesquisa. Se você ainda é um cético, comece com pequenas quantidades, apenas uma pitada, em seguida, terá sua maneira de trabalhar e ver como a bexiga responde.
Quercetin, um bioflavonóide poderoso. Bioflavonóides são fundamentais para a reconstrução do tecido danificado. (Cayenne é rico em bioflavonóides também) Leve de acordo com instruções na garrafa.
Vitamina C tamponada; Ester C ou ascorbato de cálcio com bioflavonóides, 1000-5000 mgs por dia, críticos para as células de reconstrução.
Suplementos verdes; alfalfa, cevada verde, spirulina, algas, chlorella, grama de trigo, clorofila e algas verde-azuladas. Estes nutrientes  verdes embalados são uma excelente forma de complementar uma dieta pobre em verduras frescas. Eles são todos altamente alcalinos, perfeito para IC.
Cálcio de magnésio com vitamina D. Os minerais são sempre alcalinizantes, especialmente cálcio. Muitos pacientes de CI  tendem a ficar constipados, também, deve ler sobre o efeito de cura de magnésio para a constipação.
Co enzima Q10 30- 60 mg ;  esta rainha de antioxidantes também é conhecida pela sua reconstrução do tecido danificado, você vai gostar da energia que você vai recuperar também.
Vitamina E, 400 unidades internacionais por dia, outra grande antioxidante.
Omega 3 fats, ácidos graxos essenciais são necessários para a integridade celular, eles também são bons para seus hormônios, articulações e pele! Tome 500 mg 3-6 vezes por dia, ou uma colher de sopa de óleo de linhaça todos os dias. Óleo de Salmão é muito bom também.
Lembre-se de beber muita água fresca para manter a bexiga lavada.
Se você seguir as recomendações acima, você deve notar uma melhora acentuada em seus sintomas, mesmo se você só puder  seguir algumas delas. Corte o café devagar ou você pode ter  dor de cabeça desagradável com a  retirada da cafeína .
Seja especialmente gentil com você mesmo. Não deixe seu crítico interior assumir, punindo-a por não cuidar melhor de si mesmo. Você provavelmente está apenas fazendo o que te foi mostrado ou ensinado. Agora é hora de reeducar-se sobre como trazer o equilíbrio de volta ao seu corpo de modo que a bandeira vermelha não esteja balançando outra vez. Não deixe o balanço do pêndulo muito longe, transformando-a em uma dessas fanáticas chatas, que você não pode convidar para jantar porque  terá de servir algum brócolis mal cozido .
Não comece a pregar aos outros sobre os seus hábitos alimentares desagradáveis, você só vai perder amigos. Acredite em mim, eles não estão ouvindo de qualquer maneira. Salve seu fôlego e envie-os a esta página ou linque-me  ao seu site, é tudo o que peço em troca de dar essas informações valiosas de graça.

Stephanie Waymen (Rolfe) CNC

http://nutritionarticlesonline.com/bladder_interstitial_cystitisic/
Comentários de Bernadeth:
Destaco uma tendência muito forte e recente de tratamentos indicados por médicos NATUROPATAS.
A Naturopatia é um sistema holístico, ou seja, os médicos naturopatas esforçam-se para encontrar a causa da doença pela compreensão do corpo, mente e espírito da pessoa.
POR FAVOR, minhas contribuições são caminhos a serem seguidos, caso queiram, e resultam de estudos e pesquisas que venho fazendo. estudem. Não levem nada ao pé da letra.
Uma médica de minha família está fazendo um curso de extensão, em SP, e insiste em que eu me consulte com seu professor, de lá. Estou estudando o assunto para ver se evito uma viagem e uma consulta cara kkk.
Em 2017, iniciei uma fase muito boa em meu tratamento. Tirei café, chocolate e a grande maioria dos alimentos industrializados e ácidos, desde 2015 ( qdo tive o diagnóstico).
Sigo a linha natural e estou conseguindo manter, há 3 meses, a dieta da alimentação viva ( crua e sem agrotóxicos) pelo menos em 80% de minha dieta. Estou muito bem. Vou dar um exemplo: um prato bem cheio de alface, cenoura e beterraba raladas, pepino marinado com vinagre de maça  orgânico, brócolis e couve flor ( crus)... tempero com uma maionese de abacate batido com meia cebola, sal marinho, azeite, cúrcuma e orégano. Os dois últimos temperos uso e abuso a todo momento, são anti-inflamatórios. Cortei quase toda a carne. Cortei quase todo acúcar e carboidratos! Pasmem: outro dia, comi uma macarrão refogado com pesto, alho e azeite. Não senti dores, mas duas horas depois estava com fome. Isso nunca acontece qdo como minhas saladas cruas!!! Ficou provado para mim que os carboidratos aumentam - e muito ! - a sensação de fome, criando um círculo vicioso. Perdi 4 quilos ( sem querer) e passei a comer mais frutas para não continuar perdendo peso. Estou acreditando que em seis meses estarei mais desintoxicada e, talvez, o tecido da bexiga esteja um pouco mais recuperado. Tentarei, então, introduzir alguns dos alimentos tirados, aos poucos ... e observando.
Destaco que faço uso regular de comprimidos de ALOE VERA ( liofilizada), de MARSHMALOW ROOT, e de PROBIÓTICO.
Remédios receitados: reduzi a 2 comprimidos, 1 de HIXIZINE e 1 de AMITRIPTILINA antes de dormir. Cuido muiiiito de meu intestino, o suco verde pela manhã ajuda muito. Ah, tomo Yakult e KEFIR ( sempre que consigo manter os meus grãos vivos. Gosto muito com leite de coco. Comprei meus primeiros grãos pela internet. Qdo viajo, congelo em saquinho esterelizado. Já deixei 60 dias e a colônia  manteve-se viva.( Maria Bernadeth Abreu Marques (http://bexigadolorosa.blogspot.com.br/ http://marquesbernadeth13.blogspot.com